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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Atitudes positivas para melhorar o dia a dia

Atitudes positivas para melhorar o dia a dia do seu escritrio
A resposta para a pergunta "O que é ser Advogado Iniciante?" é a charge acima.
Assim como os empresário, todo dia aparece uma alma sebosa para nos criticar.
T-O-D-O D- I- A
Por isso, percebemos desde do início da militância que de atitudes negativas o mundo está cheio...
A maioria das pessoas não nasceram para o empreendedorismo, certo?
Sim, mas você não precisa fazer parte dessa maioria.
Aliás, não seja de nenhuma maioria no mundo dos negócios. Multidões acabam puxando para baixo e despertando o pior de cada um de nós.
É muito comum para o advogado empreendedor se ver rodeado de pensamentos negativos e pessoas desacreditadas. As pessoas acreditam em formulas mágicas de ganhar dinheiro, mas não acreditam em empreendedorismo. É mole?.
Negatividade gera desconfiança, medo e apatia.
E isso significa que haverá desistência.
Já sabe né? Desistir é falir o seu escritório por antecipação.
É impossível fugir dessas críticas, pois elas estão por toda parte. Pensando nisso, segue uma lista com pequenas atitudes positivas que fazem grande diferença no seu dia a dia.
Obs: Toda as imagens são do noor dos meus olhos, o Eugenio Nunes Advocacia. Este é o local que aplico todas as sugestões a seguir =)

1. Dê bom dia / Ouça as pessoas

Não é apenas uma questão de educação.
Um "bom dia, como você está?" vai te tirar do egocentrismo, modificar seu cenário e ir te transformando aos poucos em um líder admirado e um advogado humano. Experimente!
Muitas vezes nossos bom dia estão acompanhados de tarefas ou problemas.
Transforme o "Bom dia, temos uma audiência de 9 horas" para "Bom dia, como passou o final de semana?" e observe a mudança no rosto do estagiário.
Transforme o "Bom dia, que calor desgraçado!" para "Bom dia, o senhor está bonitão hoje, hein?" e observe o sorriso do porteiro.
Transforme o "Bom dia, o que aconteceu?" para "Bom dia, sente-se. Quer uma água? Como o senhor está? Vamos ver no que podemos ajudá-lo" e observe a postura positiva do seu cliente.
Um líder de verdade é aquele que modifica a vida das pessoas que o rodeiam.
Pratique a empatia. Um advogado de sucesso é um líder!
"Quando ouvimos mais com a intenção de compreender os outros do que com a de retrucar, começamos a construir a verdadeira comunicação. As oportunidades para falar abertamente e ser mais bem compreendido surgem de modo mais fácil e espontâneo. Procurar compreender exige consideração, procurar ser entendido requer coragem" (Stephen R. Covey)

2. Possua objetos que te fazem bem

Seu escritório deve ser o ambiente mais agradável possível e ter traços de sua personalidade. Veja que isso não significa guardar gastar milhões em decoração:
No ENA tenho um relógio e um calendário que foram presentes de duas pessoas queridas e que torcem arduamente pelo meu sucesso. Nos momentos de crise, essa certeza que os objetos representam me fazem lembrar o motivo disso tudo.
Também mantenho livros não-jurídicos, que já me salvaram de vários momentos de ócio e de estresse.
O simples direcionamento do nosso cérebro para a lembrança que aquele objeto traz é o foco de emoções libertadoras.

3. Mantenha sua mesa em ordem

Essa é um das melhoras dicas dessa lista.
Manter a mesa sempre em ordem é uma sensação maravilhosa, mas também é um exercício poderoso de autoconhecimento e foco.
Compre algum objeto todo mês. Pode ser pequeno e de valor pouco acentuado, já que o importante é o tipo de emoção que ele te oferece. Esse mês comprei uma Lupa e estou me sentindo o Thomaz Bastos do sertão da paraíba rs
A sua mesa tem que oferecer um ambiente de trabalho que te faça bem e estimule a pro-atividade. Verifique isso se perguntando se os seus melhores trabalhos foram executados ali.
Não permite que sua mesa se converta no muro das lamentações. Se o conteúdo da sua mesa é crise, recessão e falta de dinheiro, esse não vai ser apenas o assunto da sua mesa e, sim, o script do futuro.
Mude, mude de mesa!

5. Admire seu escritório

Tenha orgulho do seu negócio. Observe com carinho todo o desenrolar dia a dia, os momentos vivenciados e tudo que você passou para chegar até ali.
Um dos momentos mais emocionantes da minha trajetória foi quando coloquei a placa do ENA. O instante que essa logomarca foi fixada me emocionou muito, pois foi a representação de um sonho concretizado.
Desde então, me pego observando de fora o ENA e isso me traz intensa satisfação.
É um exercício poderoso, pois muitas vezes nos focamos apenas nos problemas e nem imaginamos o quanto somos bem-sucedidos e realizados na advocacia.
Por fim, além de colocar em prática essas dicas, descubra atividades que te fazem bem no dia a dia profissional e te engrandece o espírito. Liberte-se da negatividade!
Empreender é acreditar no seu sonho, fazer com que mais pessoas acreditem nele e transformar tudo isso num sonho de um monte de gente. Sozinho fica pequeno. Tem que ser em time. (Arnold Correira)
Por Alanne Eugenia -

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Democracia: realidade social ou ficção jurídica?

Uma análise estatística comprova que, ante o poder dos lobbies e das elites, a democracia não passa de uma ficção jurídica

Democracia realidade social ou fico jurdica
Qual o verdadeiro poder nas chamadas democracias modernas? Rios de tinta correm sobre o assunto desde o fim do século XVIII. Argumentos de senso comum, políticos e filosóficos foram intensamente debatidos, mas raramente se buscou testar as hipóteses com métodos quantitativos. À luz da campanha eleitoral dos pré-candidatos democratas e republicanos, merece atenção o estudo dos cientistas políticos Martin Gilens, de Princeton (New Jersey) e Benjamin Page, da Northwestern (Illinois), intitulado Testing Theories of American Politics: Elites, Interest Groups, and Average Citizens (Testando Teorias sobre a Política Estadunidense: Elites, grupos de interesse e cidadãos médios).
Analisou-se o destino de 1.779 propostas políticas de âmbito federal de 1981 a 2002 sobre as quais houve pesquisas de opinião discriminadas por estratos de renda e sobre as quais também se registraram as posições de lobbies importantes. Foram testadas quatro teorias predominantes entre os teóricos da ciência política: “Democracia eleitoral majoritária”, “dominação por elite econômica”, “pluralismo majoritário” e “pluralismo enviesado”.
“Democracia eleitoral majoritária” é a visão tradicional. Foi teorizada pelo francêsAlexis de Tocqueville na era da democracia jacksoniana, o período de 1828 a 1854, no qual o sufrágio foi estendido a quase todos os homens livres e um populismo liberal promovia o homem branco comum em contraste com a precedente meritocracia jeffersoniana dos “pais fundadores” capacitados para dirigir a construção e modernização da nação. Muitos teóricos sérios ainda a defendem. Supõe-se que o mecanismo de recompensa e punição representado pelo voto basta para fazer os políticos atenderem às reais necessidades e valores de seus eleitores. A seu favor pode-se argumentar que as políticas federais dos EUA são consistentes com as preferências da maioria em dois terços das vezes e que as mudanças e variações regionais de políticas têm uma correlação com as variações históricas e geográficas da opinião pública.
“Dominação por elite econômica” é a teoria oposta de que os EUA são uma oligarquia civil na qual as principais decisões políticas são ditadas pelo consenso de uma classe dominante, cuja exata definição e dimensão são discutíveis, mas está relacionada à propriedade ou gestão efetiva de recursos decisivos, principalmente econômicos. A Elite do Poder, livro de 1956 do sociólogo Charles Wright Mills sobre a hegemonia das elites econômicas, militares e políticas é a expressão mais conhecida desse ponto de vista.
“Pluralismo majoritário” é uma interpretação mais matizada e complexa da democracia, formulada em um ensaio de 1787 por James Madison, presidente dos EUA de 1809 a 1817. Reconhece a inevitabilidade e importância da luta entre facções, cujo resultado nem sempre coincide com o interesse da maioria ou do “homem comum”, mas cuja resultante tenderia a derrotar medidas “tirânicas” e forçaria políticos a prestar atenção em todos os grupos capazes de se articular para defender interesses prejudicados. Se não há o governo do povo, há uma poliarquia ou pluralismo capaz de prevenir o pior.
O “Pluralismo enviesado” reconhece igualmente a importância da luta entre facções, mas aponta que nesta tendem a vencer aquelas com maior poder econômico, principalmente os lobbies empresariais e de classe. Nesta categoria pode ser incluída a maioria das análises marxistas e aquelas de pensadores como Elmer Eric Schattschneider (O Povo Semissoberano, 1960), Theodore Lowi (O Fim do Liberalismo, 1969) e de teóricos inspirados no filósofo polonês Karl Polanyi. Nesta perspectiva, a política é determinada principalmente pela disputa de facções organizadas da elite. Em certos casos, grupos organizados populares exercem alguma influência, mas nos EUA o enfraquecimento do movimento sindical desde os anos 80 os tornou ainda menos relevantes.
Para testar a pertinência dessas hipóteses, comparou-se o desenlace das 1.779 propostas políticas com a posição do “cidadão médio”, representado pelas preferências dos pesquisados de renda mediana, no meio exato da escala (51 mil dólares, em 2012, ano de referência), os da “elite”, aproximados pelos 10% de maior renda (146 mil dólares ou mais) e o dos “grupos organizados”, identificados como aqueles que aparecem repetidamente na lista “Power 25” da revista Fortune ou respondem pelas dez maiores despesas com lobbies.
O Congresso e o governo respondem apenas às elites e aos lobbies. (Saul Loeb/ AFP)
A aproximação para a “elite” é imperfeita, porque a rigor esta seria um grupo muito menor, indetectável nas pesquisas, e para “grupos organizados” também, porque apenas uma pequena fração dos lobbies mais visíveis é capturada pela análise. Em ambos os casos, isso significa que a influência real desses dois fatores pode ser maior do que as estatísticas conseguem indicar.
As decisões efetivas do governo federal têm uma correlação de 64% com as preferências do “cidadão médio”, de 81% com as da “elite” e de 59% com as dos grupos de interesse. Mas, quando se tenta uma correlação múltipla, o resultado é 3% para o “cidadão médio”, 76% para a “elite” e 56% para os grupos de interesse. Quando se separam esses últimos em grupos “de massa” e “empresariais”, os primeiros têm correlação de 24% e os segundos, de 43%. Isso significa que a influência independente do cidadão comum é praticamente nula. Se é contra ou a favor, isso não faz diferença. Quando as suas preferências parecem atendidas, é porque concordam com as da elite ou de grupos organizados, principalmente os empresariais.
A correlação entre as preferências do cidadão mediano e aquelas do conjunto dos grupos de interesse é praticamente nula. Entre esses, os únicos cujas posições coincidem com as do eleitor comum são os sindicatos e a AARP (associação dos aposentados). Outras associações, mesmo se apresentadas como “de massa”, não a representam, mas se se anulam umas às outras (“pró-vida” e “pró-escolha”, em relação ao aborto) ou são contrárias à maioria, como a associação dos proprietários de armas. No caso das associações empresariais, mais numerosas e influentes, a correlação com a vontade do cidadão médio é negativa (-10%).
Os testes rejeitam, portanto, tanto a tese da “democracia majoritária”, pois o cidadão mediano não tem influência independente, quanto aquela do “pluralismo majoritário”, pois o conjunto das organizações não representa a maioria. Mantêm-se plausíveis as outras duas teses ou uma combinação de ambas, o que caracteriza os EUA como uma oligarquia de fato.
Por que os interesses do cidadão médio parecem ser atendidos na maioria dos casos? Entram em jogo as três faces da política. A primeira é a capacidade dos atores de influenciar os resultados das disputas. A segunda é a de determinar a pauta do debate. A terceira é a capacidade de moldar as preferências do público. É notório que lobbies dedicam grande parte do seu esforço a esse último aspecto, mas a estatística não basta para demonstrar isso.
É difícil reproduzir essa análise em outros países. No Brasil, por exemplo, são raras as pesquisas de opinião sérias sobre questões de política pública e poucos os lobbies explícitos e visíveis. Mas a própria falta de transparência é sinal de que a democracia não está em melhor forma. Também é notório que as decisões da União Europeia têm pouca ou nenhuma correlação com as preferências das maiorias. Mesmo quando as liberdades e garantias proporcionadas por regimes ditos democráticos não são de se desprezar, a democracia propriamente dita continua a ser uma ficção jurídica. Na melhor das hipóteses, uma meta.
*Publicado originalmente na edição 879 de Carta Capital, com o título "Quem manda?"

Desenvolvimento pessoal: seja a efetiva mudança, seus planos e projetos agradecem!

O ano de 2015 findou; é tempo de inventariar e refletir sobre nossas conquistas e fracassos, geralmente todo fim de ano é a mesma coisa: prometemos para nós mesmos que no próximo ano seremos diferentes, faremos diferente, pensaremos e agiremos de outra forma, mas entra ano e sai ano e continuamos no mesmo lugar com alguns fracassos a mais para a coleção, pelo simples fato de falhar na execução de nossos projetos, metas e objetivos.
A mudança em si é algo que parece extremamente fácil quando estamos na fase de planejamento, traçando metas, imaginando os resultados e projetando o futuro. Ocorre que a execução de planos e projetos soma diversos obstáculos e envolve além de tudo o desgaste emocional e físico, ou seja, o jardim de flores que você projetou antes da execução do projeto transforma-se em um campo de batalha repleto de suor, desgaste, dor e trabalho duro com direito a um cenário imposto pela vida não muito favorável ao seu planejamento, repleto de testes de capacitação ao longo do percurso rumo ao resultado almejado.
Somente aqueles que conseguem ultrapassar o campo de batalha, alinhados com a persistência e motivação é que conseguem chegar ao final dos anos com a vitória e conquista almejada. Tudo isso, para concluir que se você faz parte do grupo de pessoas que ao final do ano coleciona projetos incompletos e fracassos somados a desistência é hora de rever onde está falhando, ou seja, se tem faltado comprometimento, persistência ou resistência, pois antes disso suas metas de mudança escoaram ralo abaixo ano após ano.
Por isso, neste ano que se inicia estabeleça suas metas de curto, médio e longo prazo, mas mais importante do que isso treine sua autodisciplina e comprometimento com você mesmo e seus projetos. Seja a mudança que você espera. Não espere que o tempo se torne desfavorável para rever as suas falhas de execução de seus planos e projetos e nem que mudar as metas irá resolver os seus problemas quando o real problema é você.
Se autoavaliar após a finalização de um projeto é uma excelente maneira de constatar falhas, bem como de aperfeiçoar aquilo que tem dado certo para você na concretização de seus planos e projetos. No entanto, como a autoavaliação citada pressupõe a conclusão do projeto, deve-se além de tudo se autocobrar constantemente o resultado, de forma a evitar a estagnação, a referida estratégia pode ser comparada a cobrança que sofremos de terceiros aos quais estamos subordinados e nos levam a focar nossa energia para a concretização daquilo que precisamos prestar contas dentro de um determinado prazo.
Ora, se somos tão comprometidos com as metas do trabalho, com nossos projetos da faculdade, o que nos faz procrastinar desenfreadamente às ações necessárias que nos levem aos resultados almejados para realização de nossos sonhos? O que tem feito você falhar? E você pode responder que o cansaço, o desgaste e o tempo não lhe são favoráveis, mas essa é a vida, é isso que faz a esmagadora maioria das pessoas abandonaram o barco às vezes a uma curta distância da linha de chegada.
Entenda que a luta que reveste a mudança de hábitos sempre será em você, por você e para você. Ninguém poderá lutá-la por você, porque ela será ai dentro de você e seu maior inimigo sempre será você mesmo, sua fé será testada, sua capacidade de se abster das coisas que gosta para dedicar-se a projetos, sua motivação então, nem se fala; sua mente fará o favor de te perguntar diversas vezes quando você ameaçar começar um estudo o porquê mesmo você está dedicando o tempo que podia estar bebendo com os amigos, curtindo adoidado à vida ou simplesmente vendo televisão e, acredite você será tentado a responder da forma que lhe é mais conveniente ainda mais se a persistência já tiver ido para o espaço, geralmente a resposta será uma pergunta: é mesmo, né? O que é que eu estou fazendo aqui, … e por aí vai.
O velho e bom ditado: “Quem quer arruma uma solução e quem não quer uma desculpa”, não poderia ser mais expressivo quando o assunto é a autossabotagem, sabotar os outros já soa de uma estupidez tremenda, o que dizer do sujeito que puxa o seu próprio tapete dia após dia, sem as vezes nem ao menos perceber até que chegue o fim do ano, tempo de renovar promessas que serão esquecidas até o próximo fim de ano e assim sucessivamente.
É hora de despertar, é tempo de planejar sim, mas principalmente de se autoavaliar e deixar aquilo que não agrada em você ou que tem te atrapalhado seja nos estudos, no trabalho, relacionamentos ou, principalmente, prejudicado sua saúde (hábitos nocivos) no ano que findou. Esvazie a bagagem, não tenha medo! Leve com você só aquilo que realmente fará a diferença e te auxiliará na realização de seus projetos, sonhos e metas e você verá que ao final de um ano de muito trabalho, persistência e autodisciplina você não apenas estará colecionando as conquistadas almejadas como também estará mais forte e pronto para alçar novos e mais altos voos.
Por isso, desejo a todos os leitores do Blog um início de novo ano repleto de descobertas sobre o que tem dado errado e o que tem dado certo, afinal “em time que está ganhando não se mexe” e que as descobertas venham acompanhadas de atitudes positivas que se transformaram na mudança que você espera e tanto busca para a concretização de tudo aquilo que você se propor. Um ano novo recheado de conquistas e se ele não te levar a concretização de seus sonhos que pelo menos te leve para mais perto e que o tempo e a sorte estejam sempre ao seu favor.
Desenvolvimento pessoal Seja a efetiva mudana seus planos e projetos agradecem
Andressa Garcia – garcia.andressa@live.com

Os perigos da Ritalina! A droga dos concurseiros

Da família das anfetaminas, a Ritalina tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína.

A Ritalina foi lançada na década de 1950 para tratar crianças com quadros de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). No entanto, a droga ficou popular entre os adultos, por serem cada vez mais diagnosticado com esse distúrbio. Em razão disso, a Ritalina tem sido usada, para, entre outras finalidades, a suposta melhora da concentração durante os estudos, especialmente de concursos públicos.
Da família das anfetaminas, a Ritalina, ou Metilfenidato, é uma bomba relógio. Ele tem o mesmo mecanismo de qualquer outro estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses.
Numa explicação mais científica, o Metilfenidato potencializa a ação dos neurotransmissores noradrenalina e dopamina, reduzindo o que é clinicamente chamado de déficit de atenção. Isso faz com que o indivíduo hiperativo fique mais atento, concentrado.
Essa ação leva muitos concurseiros a usarem o medicamento em busca de resultados semelhantes. Contudo, a impressão de que a droga aumenta a capacidade de acumular mais informações em menos tempo é FALSA. Se funcionasse de fato, o candidato teria uma vantagem considerável em relação aos demais.
Apesar da fama – que lhe rendeu o apelido de “pílula da inteligência” ou “droga dos concurseiros” -, uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que o medicamento não beneficia a atenção, a memória ou as funções executivas (capacidade de planejar e executar tarefas) em jovens sem o transtorno. Para a pesquisa, foram selecionados 36 jovens saudáveis de 18 a 30 anos. Eles foram divididos aleatoriamente em quatro grupos: um deles tomou placebo e os outros três receberam uma dose única de 10 mg, 20 mg ou 40 mg da medicação.
Depois de tomarem a pílula, os participantes foram submetidos a uma série de testes que avaliaram atenção, memória operacional e de longo prazo e funções executivas. O desempenho foi semelhante nos quatro grupos, o que demonstrou a ineficácia da Ritalina em “turbinar” cérebros saudáveis.

CUIDADO!

A Ritalina é um estimulante indicado para pacientes cujos quadros clínicos apontam a carência de dopamina e noradrenalina no cérebro. Quando o indivíduo não sofre da falta desses neurotransmissores, o uso do medicamento tem grandes chances de causar um aumento excessivo da disponibilidade dessas substâncias. O cérebro, por sua vez, criará estratégias de defesa para regular a sua quantidade, o que pode resultar em dependência da medicação.
Por este simples motivo o Metilfenidato é um medicamento da classe dos psicotrópicos (tarja preta) e é indicado por médicos especialistas como Neurologistas e Psiquiatras através de uma receita de controle específica.
Vamos combinar que existem meios muito mais eficientes do que ficar por aí ingerindo substâncias que supostamente auxiliam na sua concentração ou inteligência. Já falei aqui que o importante é estudar de forma correta com planejamento e estratégia.

Publicado por Coruja Concurseira

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Os limites das certezas

Publicado por Léo Rosa
No Facebook, uma frase de Nietzsche extraída de Assim Falava Zaratustra: “Homens convictos são prisioneiros”. Por que, ou do que seria prisioneira uma pessoa convicta? Está obvio: um convicto é prisioneiro da sua convicção.
Convicção é uma opinião assentada a respeito de alguma coisa. Nietzsche seguramente estava falando de convicções que os opiniosos adquirem e às quais se apegam obstinadamente: convicções de pensamento.
Adriano Gregório comenta a publicação. Edito: “convicções como certezas inflexíveis certamente inviabilizam transição de ideias, então, dessa forma, barram a chegada do super-homem proclamada por Zaratustra.
Ocorre que são opiniões arraigadas que nos permitem acordar todos os dias e não encarar cada minuto de nossa existência como uma infinidade assustadora de possibilidades.
Uma vida com ausência de certezas tem o fio de realidade no qual nos sustentamos rompido, e o que sobra é obviamente loucura. Assim, certezas são essenciais ao desenvolvimento da vida humana”.
Então Gregório modula: “Talvez o problema não esteja em sustentar uma convicção, mas em nutri-la como verdade absoluta. Talvez certezas somente engessem aqueles que se apeguem a elas tão fortemente que, sem elas, não existiriam”.
E encerra com uma afirmação com a qual, suponho, Zaratustra concordaria: “Quem sabe se certeza significasse a ausência de uma melhor e mais sólida opinião, aí faríamos das barras da prisão uma escada”.
O comentário é uma contribuição relevante a uma questão central em Nietzsche: as formatações ideológicas – as religiosas sobretudo – condicionam o humano a viver os valores morais circulantes sem indagá-los e, pior, convicto deles.
A moral estabelecida é mesmo um conforto. Ela nos dá as certezas de que precisamos para tocar a vida. Forma as balizas do bem e do mal. É como uma fórmula oferecida pelos sábios do mundo.
Mas essa mesma moral nos adstringe as aventuras da existência. Os que têm as prescrições morais como certezas tornam-se cativos do prescrito e se esquecem de sondar o mais, reprimindo até a imaginação.
Moral: “conjunto de valores, individuais ou coletivos, considerados universalmente como norteadores das relações sociais e da conduta dos homens” (Houaiss). O busílis está no “universalmente”. Não há (ainda) uma moral universal.
Sistemas de valores são objeto de estudo da ética. A ética investiga os sentidos dos preceitos morais, buscando compreender as razões de sua validade; não defende, pois, um código moral, mas o faz objeto de estudo.
Moral é doxa: “sistema ou conjunto de juízos que uma sociedade elabora em um determinado momento histórico supondo tratar-se de uma verdade óbvia ou evidência natural” (Houais).
Ética é episteme: compromisso com o conhecimento, com o abandono, se parecer sensato, de juízos, valores, paradigmas. E, sim, um investigador sensato sabe que não terá neutralidade, por isso submete-se a métodos.
Nietzsche tem razão: as mais seguras certezas são refutáveis. E quem tem certezas até pode ser um ingênuo ou um alienado, mas é, antes, um autoritário, e se puder impões suas convicções ao mundo.
Neste momento nacional em que o maniqueísmo político viceja, quiçá Adriano Gregório tenha razão: esta certeza toda que refestela um e outro lado talvez seja apenas a ausência de uma melhor e mais sólida opinião.