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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Não é a maconha! Álcool é a 'porta de entrada' das drogas, aponta pesquisa

Publicado por Pedro Magalhães Ganem 
No a maconha lcool a porta de entrada das drogas aponta pesquisa"A maconha é a porta de entrada das drogas". Quem nunca ouviu isso? Bem, agora a ciência nos ajuda a acabar com esse mito.
álcool é a primeira substância consumida por pessoas que mais tarde apresentam problemas com o uso de drogas. Esse é o resultado de uma pesquisa publicada neste mês no Journal of School Health, nos Estados Unidos, e que você pode acessar aqui.
Pesquisadores da Texas A&M University e da University of Florida avaliaram os padrões de uso de drogas nos Estados Unidos ouvindo 2.835 estudantes.
A pesquisa informa ainda que o consumo de álcool entre os jovens, na maioria das vezes, precede do uso de tabaco ou maconha. Há também uma relação entre a idade em que os jovens começam a consumir álcool e a predisposição para o abuso de outras substâncias mais tarde.
"Os entrevistados que iniciaram o uso de álcool na sexta série relataram tempo de vida significativamente maior no uso de substâncias ilícitas e também o uso de substâncias ilícitas mais freqüentes do que aquelas que iniciam o uso de álcool na nona série ou mais tarde".
A conclusão é: "Nossos resultados apontam que quanto mais cedo ocorre o contato com álcool, mais provável é que as pessoas se envolvam com o uso de substâncias ilícitas no futuro".
Estudos anteriores já apontavam a total falta de veracidade na frase de que "a maconha é a porta de entrada das drogas". Mas apontar o álcool como o grande vilão é novo. E esclarecedor também.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Idiota à brasileira

Ele fura fila. Ele estaciona atravessado. Acha que pertence a uma casta privilegiada. Anda de metrô - mas só no exterior. Conheça o PIB (Perfeito Idiota Brasileiro). E entenda como ele mantém puxado o freio de mão do nosso país

Ele não faz trabalhos domésticos. Não tem gosto nem respeito por trabalhos manuais. Se puder, atrapalha quem pega no pesado. Trata-se de uma tradição lusitana, ibérica, reproduzida aqui na colônia desde os tempos em que os negros carregavam em barris, nos ombros, a toilete dos seus proprietários, e eram chamados de "tigres" - porque os excrementos lhes caíam sobre as costas, formando listras.
O Perfeito Idiota Brasileiro, ou PIB, também não ajuda em casa. Influência da mamãe, que nunca deixou que ele participasse das tarefas - nem mesmo pôr ou tirar uma mesa, nem mesmo arrumar a própria cama. Ele atira suas coisas pela casa, no chão, em qualquer lugar, e as deixa lá, pelo caminho. Não é com ele. Ele foi criado irresponsável e inconsequente.
É o tipo de cara que pede um copo d'água deitado no sofá. E não faz nenhuma questão de mudar. O PIB é especialista em não fazer, em fazer de conta, em empurrar com a barriga, em se fazer de morto. Ele sabe que alguém fará por ele. Então ele se desenvolveu um sujeito preguiçoso. Folgado. Que se escora nos outros, não reconhece obrigações e adora levar vantagem. Esse é o seu esporte predileto - transformar quem o cerca em seus otários particulares.
O tempo do Perfeito Idiota Brasileiro vale mais que o das demais pessoas. É a mãe que fura a fila de carros no colégio dos filhos. É a moça que estaciona em vaga para deficientes no shopping. É o casal que atrasa uma hora para um jantar com amigos. As regras só valem para os outros. O PIB não aceita restrições. Para ele, só privilégios e prerrogativas. Um direito divino - porque ele é melhor que os outros. É um adepto do vale-tudo social, do cada um por si e do seja o que Deus quiser. Só tem olhos para o próprio umbigo e os únicos interesses válidos são os seus.
Idiota brasileira
O PIB é o parâmetro de tudo. Quanto mais alguém for diferente dele, mais errado esse alguém estará.
Ele tem preconceito contra pretos, pardos, pobres, nordestinos, baixos, gordos, gente do interior, gente que mora longe. E ele é sexista para caramba. Mesma lógica: quem não é da sua tribo, do seu quintal, é torto. E às vezes até quem é da tribo entra na moenda dos seus pré-julgamentos e da sua maledicência. A discriminação também é um jeito de você se tornar externo, e oposto, a um padrão que reconhece em si, mas de que não gosta. É quando o narigudo se insurge contra narizes grandes. O PIB adora isso.
O PIB anda de metrô. Em Paris. Ou em Manhattan. Até em Buenos Aires ele encara. Aqui, nem a pau. Melhor uma hora de trânsito e R$ 25 de estacionamento do que 15 minutos com a galera do vagão. É que o Perfeito Idiota tem um medo bizarro de parecer pobre. E o modo mais direto de não parecer pobre é evitar ambientes em que ele possa ser confundido com um despossuído qualquer. Daí a fobia do PIB por qualquer forma de transporte coletivo.
Outro modo de nunca parecer pobre é pagar caro. O PIB adora pagar caro. Faz questão. Não apenas porque, para ele, caro é sinônimo de bom. Mas, principalmente, porque caro é sinônimo de "cheguei lá" e "eu posso". O sujeito acha que reclamar dos preços, ou discuti-los, ou pechinchar, ou buscar ofertas, é coisa de pobre. E exibe marcas como penduricalhos numa árvore de natal. É assim que se mostra para os outros. Se pudesse, deixaria as etiquetas presas ao que veste e carrega. O PIB compra para se afirmar. Essa é a sua religião. E ele não se importa em ficar no vermelho - preocupação com ter as contas em dia, afinal, é coisa de pobre.
O PIB também é cleptomaníaco. Sua obsessão por ter, e sua mania de locupletação material, lhe fazem roubar roupão de hotel e garrafinha de bebida do avião e amostra grátis de perfume em loja de departamento. Ele pega qualquer produto que esteja sendo ofertado numa degustação no supermercado. Mesmo que não goste daquilo. O PIB gosta de pagar caro, mas ama uma boca-livre.
E o PIB detesta ler. Então este texto é inútil, já que dificilmente chegará às mãos de um Perfeito Idiota Brasileiro legítimo, certo? Errado. Qualquer um de nós corre o risco de se comportar assim. O Perfeito Idiota é muito mais um software do que um hardware, muito mais um sistema ético do que um determinado grupo de pessoas.
Um sistema ético que, infelizmente, virou a cara do Brasil. Ele está na atitude da magistrada que bloqueou, no bairro do Humaitá, no Rio, um trecho de calçada em frente à sua casa, para poder manobrar o carro. Ele está no uso descarado dos acostamentos nas estradas. E está, principalmente, na luz amarela do semáforo. No Brasil, ela é um sinal para avançar, que ainda dá tempo - enquanto no Japão, por exemplo, é um sinal para parar, que não dá mais tempo. Nada traduz melhor nossa sanha por avançar sobre o outro, sobre o espaço do outro, sobre o tempo do outro. Parar no amarelo significaria oferecer a sua contribuição individual em nome da coletividade. E isso o PIB prefere morrer antes de fazer.
Na verdade, basta um teste simples para identificar outras atitudes que definem o PIB: liste as coisas que você teria que fazer se saísse do Brasil hoje para morar em Berlim ou em Toronto ou em Sidney. Lavar a própria roupa, arrumar a própria casa. Usar o transporte público. Respeitar a faixa de pedestres, tanto a pé quanto atrás de um volante. Esperar a sua vez. Compreender que as leis são feitas para todos, inclusive para você. Aceitar que todos os cidadãos têm os mesmos direitos e os mesmo deveres - não há cidadãos de primeira classe e excluídos. Não oferecer mimos que possam ser confundidos com propina. Não manter um caixa dois que lhe permita burlar o fisco. Entender que a coisa pública é de todos - e não uma terra de ninguém à sua disposição para fincar o garfo. Ser honesto, ser justo, não atrasar mais do que gostaria que atrasassem com você. Se algum desses códigos sociais lhe parecer alienígena em algum momento, cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus do PIB. Reaja, porque enquanto não erradicarmos esse mal nunca vamos ser uma sociedade para valer.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Assobiar ou Chupar Cana? Descubra como estudar enquanto trabalha

10 Técnicas de Estudo para você realizar esta façanha!

E aí amigos concurseiros, tudo bem? Enquanto você está aí trabalhando muito e ganhando pouco, o sonho de ser aprovado naquele concurso que você tanto deseja parece cada vez mais distante.
Assobiar ou Chupar Cana Descubra como estudar enquanto trabalha
Nesse tempo de crise, muitos não arriscarão trocar o certo pelo duvidoso. Só quem tem coragem e inteligência sai na frente. Afinal quem não arrisca, não petisca; equem não chora, não mama.
Recado dado? Então vem comigo!

1) Invista num bom planejamento de tempo

Antes de mais nada, tome cuidado os principais mitos sobre administração do seu tempo. Elabore um plano de estudo diário ou semanal, mas garanta que você terá tempo para estudar dentro do planejado. Estudar todo dia na mesma hora nem sempre funciona, é melhor conciliar os estudos com sua rotina do que criar uma rotina completamente nova. O final de semana é decisivo, você passou a semana toda trabalhando (e estudando) então é dia de descanso? Claro, mas lembre-se de reservar algumas horinhas de estudo pela manhã, afinal você quer passar mas não precisa sacrificar a próxima semana tendo um final de semana super cansativo!

2) ZapZap! Crie um grupo de estudos no WhatsApp ou Telegram, mantenha a motivação estando em contato com seus colegas

Compartilhe ideias, troque materiais de estudo (apostilas, provas, livros, etc), discuta os novos editais lançados, divirta-se rindo dos desafios da sua jornada! Não viva para estudar, estude para viver. Epa! Muita calma nessa hora! Não disse que você vai estudar pouco. Mas se o estudo te acompanhar sempre, até numa conversa com amigos, você não precisará reservar tempo para ele. Se você não tem um grupo de amigos, procure os grupos de WhatsApp no Facebook, são vários, alguns mais gerais e outros mais específicos por concurso.

3) Defina objetivos e crie recompensas para você

Essa técnica é excelente para auto-motivação. Com um bom plano de estudos, você poderá definir seus objetivos e criar um sistema próprio de recompensas porobjetivos alcançáveis. Digamos que você precisa ler uma apostila ainda nesta semana, fazendo as contas você descobre que lendo 2 horas por dia você pode terminar até a sexta-feira. O melhor prêmio é ter um excelente final de semana de descanso, aproveitando ao lado de quem você gosta;)

4) Organize ou Encontre um lugar tranquilo para estudar longe das distrações, telefone ou familiares te atrapalhando

Mantenha seu material de estudo sempre a mão, coloque o máximo de coisas possíveis no seu notebook, tablet ou até mesmo celular. O seu local de estudo nem sempre estará tranquilo e propício, por isso você precisa estar apto a se locomover com facilidade para encontrar seu ambiente perfeito para estudar. Fica mais fácil se você não tiver que se preocupar com não esquecer aquele livro ou aquela apostila em tal lugar.

5) Reserve um tempo para a Diversão

Todo mundo precisa recarregar suas baterias, a diversão e o prazer rejuvenesce a alma e é o nosso maior propósito na vida. Não abandone seus hobbies, pratique esportes, divirta-se com seus amigos, vá ao cinema, passe uma tarde brincando de lego com seus filhos. São estes os preciosos momentos da sua vida, nesses momentos sua mente está subconscientemente computando tudo que você estudou. Quando você perceber que consegue estudar, trabalhar e se divertir, você receberá uma dose de motivação extra.

6) Aproveite os benefícios de estudar e trabalhar ao mesmo tempo

A concorrência que estuda em tempo integral parece sempre estar na vantagem, não é mesmo? Errado! Falta a eles um ingrediente principal que te motiva — a experiência do mercado de trabalho. Estar trabalhando pode trazer oportunidades para receber insights da vida real e exemplos de como você pode entender melhor seus estudos. Se você já levou trabalho para casa, sabe do que estou falando. Mesmo alguns trabalhos que não tem relação direta com a prática acadêmica podem trazer insights valiosos através de habilidades como priorização, gerenciamento de tarefas, relacionamento com clientes e colegas, etc.

7) Belisque o conteúdo constantemente

Organize resumos e material de revisão, tenha-os sempre a mão. Você pode fazer pequenas notas para levar consigo a todos os lugares. Mantenha-se sempre revisando os principais conceitos. Seja na fila do banco/supermercado, esperando o pão na padaria, no ônibus ou abastecendo o carro. No seu caso pode ser difícil ter 1 ou 2 horas por dia para estudar, mas com certeza você tem dezenas de intervalos de 10-15 minutos que você não pode deixar de aproveitar. Quem belisca muito, precisa estudar menos!

8) Maximize seu tempo de deslocamento

O tempo médio de deslocamento do brasileiro nas principais áreas urbanas do país chega a (absurdos) 120 minutos, segundo um estudo do FIRJAN. Para a economia do país este é um grande desperdício de dinheiro, torra-se bilhões por dia, mas para você pode ser a oportunidade que faltava. Ganhe muito tempo de estudo trocando seu material de texto por áudio. Por exemplo: se você está estudando para o Exame da Ordem dos Advogados, você pode baixar grátis um kit de legislação em áudio para escutar no seu carro. Você também pode escutar podcasts, transmissões no periscope e escutar palestras enquanto dirige.

9) Não vacile no trabalho por conta dos estudos

Não deixe seu trabalho ser afetado pelos seus estudos. Uma das vantagens de quem trabalha e estuda é a estabilidade. Você optou por estudar e trabalhar, não deixe que isso se transforme num caminho sem saída. Se você perder o emprego, terá de escolher entre estudar (totalmente pressionado) ou procurar um novo emprego. Se o estudo está afetando seu trabalho, procure fazer algumas mudanças. Busque cursos ou métodos para otimizar seu tempo ou tente flexibilizar seu tempo para estudo com ajuda do seu empregador.

10) Procure um cursinho perto do trabalho ou procure um trabalho de meio período

Se o tempo realmente está sendo um problema, você pode tentar buscar um curso ou um local de estudo perto do trabalho, mas nem sempre isso é possível. Se realmente não houver jeito de conciliar trabalho e estudo, principalmente quando seu empregador não oferece flexibilidade, talvez seja hora de buscar um trabalho de meio período. Mas tome cuidado, é muito importante que exista um equilíbrio na sua vida financeira, senão as dividas se tornarão uma grande dor de cabeça e acabarão atrapalhando seu desempenho nos estudos!

Conclusão

Alguns dias serão mais fáceis que os outros, a sua jornada de estudo não será fácil mas não deixe que os dias ruins sejam mais representativos que os dias bons. Se você ainda estiver tendo dificuldades, tente acordar mais cedo, ganhe mais tempo para experimentar novas abordagens. É minha obrigação te alertar, sozinho você não vai conseguir se organizar na primeira tentativa. Geralmente é na segunda ou terceira tentativa, desde que você aprenda com os próprios erros e entenda o que funciona (ou não) contigo.
Para não perder tempo e acertar logo de primeira é preciso aprender com quem conhece os todos erros básicos. Aprender errando as vezes compensa, mas aprender com o erro dos outros é garantia de sucesso.
O especialista em estratégias para concursos públicos Gerson Aragão, aprovado nos concursos da Defensoria Pública (BA e SE), Analista do Ministério Público, Técnico Judiciário e OAB, está disponibilizando de forma gratuita o seu livro de técnicas e estratégias para concursos através deste linkClique aqui para baixar o seu!
Estou torcendo para que essas dicas sejam suficientes para que você possa começar 2016 com o pé direito. Afinal o ano já começou com uma promessa:
Esse é o ano.
 Por Concurseiro Legal 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Atitudes positivas para melhorar o dia a dia

Atitudes positivas para melhorar o dia a dia do seu escritrio
A resposta para a pergunta "O que é ser Advogado Iniciante?" é a charge acima.
Assim como os empresário, todo dia aparece uma alma sebosa para nos criticar.
T-O-D-O D- I- A
Por isso, percebemos desde do início da militância que de atitudes negativas o mundo está cheio...
A maioria das pessoas não nasceram para o empreendedorismo, certo?
Sim, mas você não precisa fazer parte dessa maioria.
Aliás, não seja de nenhuma maioria no mundo dos negócios. Multidões acabam puxando para baixo e despertando o pior de cada um de nós.
É muito comum para o advogado empreendedor se ver rodeado de pensamentos negativos e pessoas desacreditadas. As pessoas acreditam em formulas mágicas de ganhar dinheiro, mas não acreditam em empreendedorismo. É mole?.
Negatividade gera desconfiança, medo e apatia.
E isso significa que haverá desistência.
Já sabe né? Desistir é falir o seu escritório por antecipação.
É impossível fugir dessas críticas, pois elas estão por toda parte. Pensando nisso, segue uma lista com pequenas atitudes positivas que fazem grande diferença no seu dia a dia.
Obs: Toda as imagens são do noor dos meus olhos, o Eugenio Nunes Advocacia. Este é o local que aplico todas as sugestões a seguir =)

1. Dê bom dia / Ouça as pessoas

Não é apenas uma questão de educação.
Um "bom dia, como você está?" vai te tirar do egocentrismo, modificar seu cenário e ir te transformando aos poucos em um líder admirado e um advogado humano. Experimente!
Muitas vezes nossos bom dia estão acompanhados de tarefas ou problemas.
Transforme o "Bom dia, temos uma audiência de 9 horas" para "Bom dia, como passou o final de semana?" e observe a mudança no rosto do estagiário.
Transforme o "Bom dia, que calor desgraçado!" para "Bom dia, o senhor está bonitão hoje, hein?" e observe o sorriso do porteiro.
Transforme o "Bom dia, o que aconteceu?" para "Bom dia, sente-se. Quer uma água? Como o senhor está? Vamos ver no que podemos ajudá-lo" e observe a postura positiva do seu cliente.
Um líder de verdade é aquele que modifica a vida das pessoas que o rodeiam.
Pratique a empatia. Um advogado de sucesso é um líder!
"Quando ouvimos mais com a intenção de compreender os outros do que com a de retrucar, começamos a construir a verdadeira comunicação. As oportunidades para falar abertamente e ser mais bem compreendido surgem de modo mais fácil e espontâneo. Procurar compreender exige consideração, procurar ser entendido requer coragem" (Stephen R. Covey)

2. Possua objetos que te fazem bem

Seu escritório deve ser o ambiente mais agradável possível e ter traços de sua personalidade. Veja que isso não significa guardar gastar milhões em decoração:
No ENA tenho um relógio e um calendário que foram presentes de duas pessoas queridas e que torcem arduamente pelo meu sucesso. Nos momentos de crise, essa certeza que os objetos representam me fazem lembrar o motivo disso tudo.
Também mantenho livros não-jurídicos, que já me salvaram de vários momentos de ócio e de estresse.
O simples direcionamento do nosso cérebro para a lembrança que aquele objeto traz é o foco de emoções libertadoras.

3. Mantenha sua mesa em ordem

Essa é um das melhoras dicas dessa lista.
Manter a mesa sempre em ordem é uma sensação maravilhosa, mas também é um exercício poderoso de autoconhecimento e foco.
Compre algum objeto todo mês. Pode ser pequeno e de valor pouco acentuado, já que o importante é o tipo de emoção que ele te oferece. Esse mês comprei uma Lupa e estou me sentindo o Thomaz Bastos do sertão da paraíba rs
A sua mesa tem que oferecer um ambiente de trabalho que te faça bem e estimule a pro-atividade. Verifique isso se perguntando se os seus melhores trabalhos foram executados ali.
Não permite que sua mesa se converta no muro das lamentações. Se o conteúdo da sua mesa é crise, recessão e falta de dinheiro, esse não vai ser apenas o assunto da sua mesa e, sim, o script do futuro.
Mude, mude de mesa!

5. Admire seu escritório

Tenha orgulho do seu negócio. Observe com carinho todo o desenrolar dia a dia, os momentos vivenciados e tudo que você passou para chegar até ali.
Um dos momentos mais emocionantes da minha trajetória foi quando coloquei a placa do ENA. O instante que essa logomarca foi fixada me emocionou muito, pois foi a representação de um sonho concretizado.
Desde então, me pego observando de fora o ENA e isso me traz intensa satisfação.
É um exercício poderoso, pois muitas vezes nos focamos apenas nos problemas e nem imaginamos o quanto somos bem-sucedidos e realizados na advocacia.
Por fim, além de colocar em prática essas dicas, descubra atividades que te fazem bem no dia a dia profissional e te engrandece o espírito. Liberte-se da negatividade!
Empreender é acreditar no seu sonho, fazer com que mais pessoas acreditem nele e transformar tudo isso num sonho de um monte de gente. Sozinho fica pequeno. Tem que ser em time. (Arnold Correira)
Por Alanne Eugenia -

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Democracia: realidade social ou ficção jurídica?

Uma análise estatística comprova que, ante o poder dos lobbies e das elites, a democracia não passa de uma ficção jurídica

Democracia realidade social ou fico jurdica
Qual o verdadeiro poder nas chamadas democracias modernas? Rios de tinta correm sobre o assunto desde o fim do século XVIII. Argumentos de senso comum, políticos e filosóficos foram intensamente debatidos, mas raramente se buscou testar as hipóteses com métodos quantitativos. À luz da campanha eleitoral dos pré-candidatos democratas e republicanos, merece atenção o estudo dos cientistas políticos Martin Gilens, de Princeton (New Jersey) e Benjamin Page, da Northwestern (Illinois), intitulado Testing Theories of American Politics: Elites, Interest Groups, and Average Citizens (Testando Teorias sobre a Política Estadunidense: Elites, grupos de interesse e cidadãos médios).
Analisou-se o destino de 1.779 propostas políticas de âmbito federal de 1981 a 2002 sobre as quais houve pesquisas de opinião discriminadas por estratos de renda e sobre as quais também se registraram as posições de lobbies importantes. Foram testadas quatro teorias predominantes entre os teóricos da ciência política: “Democracia eleitoral majoritária”, “dominação por elite econômica”, “pluralismo majoritário” e “pluralismo enviesado”.
“Democracia eleitoral majoritária” é a visão tradicional. Foi teorizada pelo francêsAlexis de Tocqueville na era da democracia jacksoniana, o período de 1828 a 1854, no qual o sufrágio foi estendido a quase todos os homens livres e um populismo liberal promovia o homem branco comum em contraste com a precedente meritocracia jeffersoniana dos “pais fundadores” capacitados para dirigir a construção e modernização da nação. Muitos teóricos sérios ainda a defendem. Supõe-se que o mecanismo de recompensa e punição representado pelo voto basta para fazer os políticos atenderem às reais necessidades e valores de seus eleitores. A seu favor pode-se argumentar que as políticas federais dos EUA são consistentes com as preferências da maioria em dois terços das vezes e que as mudanças e variações regionais de políticas têm uma correlação com as variações históricas e geográficas da opinião pública.
“Dominação por elite econômica” é a teoria oposta de que os EUA são uma oligarquia civil na qual as principais decisões políticas são ditadas pelo consenso de uma classe dominante, cuja exata definição e dimensão são discutíveis, mas está relacionada à propriedade ou gestão efetiva de recursos decisivos, principalmente econômicos. A Elite do Poder, livro de 1956 do sociólogo Charles Wright Mills sobre a hegemonia das elites econômicas, militares e políticas é a expressão mais conhecida desse ponto de vista.
“Pluralismo majoritário” é uma interpretação mais matizada e complexa da democracia, formulada em um ensaio de 1787 por James Madison, presidente dos EUA de 1809 a 1817. Reconhece a inevitabilidade e importância da luta entre facções, cujo resultado nem sempre coincide com o interesse da maioria ou do “homem comum”, mas cuja resultante tenderia a derrotar medidas “tirânicas” e forçaria políticos a prestar atenção em todos os grupos capazes de se articular para defender interesses prejudicados. Se não há o governo do povo, há uma poliarquia ou pluralismo capaz de prevenir o pior.
O “Pluralismo enviesado” reconhece igualmente a importância da luta entre facções, mas aponta que nesta tendem a vencer aquelas com maior poder econômico, principalmente os lobbies empresariais e de classe. Nesta categoria pode ser incluída a maioria das análises marxistas e aquelas de pensadores como Elmer Eric Schattschneider (O Povo Semissoberano, 1960), Theodore Lowi (O Fim do Liberalismo, 1969) e de teóricos inspirados no filósofo polonês Karl Polanyi. Nesta perspectiva, a política é determinada principalmente pela disputa de facções organizadas da elite. Em certos casos, grupos organizados populares exercem alguma influência, mas nos EUA o enfraquecimento do movimento sindical desde os anos 80 os tornou ainda menos relevantes.
Para testar a pertinência dessas hipóteses, comparou-se o desenlace das 1.779 propostas políticas com a posição do “cidadão médio”, representado pelas preferências dos pesquisados de renda mediana, no meio exato da escala (51 mil dólares, em 2012, ano de referência), os da “elite”, aproximados pelos 10% de maior renda (146 mil dólares ou mais) e o dos “grupos organizados”, identificados como aqueles que aparecem repetidamente na lista “Power 25” da revista Fortune ou respondem pelas dez maiores despesas com lobbies.
O Congresso e o governo respondem apenas às elites e aos lobbies. (Saul Loeb/ AFP)
A aproximação para a “elite” é imperfeita, porque a rigor esta seria um grupo muito menor, indetectável nas pesquisas, e para “grupos organizados” também, porque apenas uma pequena fração dos lobbies mais visíveis é capturada pela análise. Em ambos os casos, isso significa que a influência real desses dois fatores pode ser maior do que as estatísticas conseguem indicar.
As decisões efetivas do governo federal têm uma correlação de 64% com as preferências do “cidadão médio”, de 81% com as da “elite” e de 59% com as dos grupos de interesse. Mas, quando se tenta uma correlação múltipla, o resultado é 3% para o “cidadão médio”, 76% para a “elite” e 56% para os grupos de interesse. Quando se separam esses últimos em grupos “de massa” e “empresariais”, os primeiros têm correlação de 24% e os segundos, de 43%. Isso significa que a influência independente do cidadão comum é praticamente nula. Se é contra ou a favor, isso não faz diferença. Quando as suas preferências parecem atendidas, é porque concordam com as da elite ou de grupos organizados, principalmente os empresariais.
A correlação entre as preferências do cidadão mediano e aquelas do conjunto dos grupos de interesse é praticamente nula. Entre esses, os únicos cujas posições coincidem com as do eleitor comum são os sindicatos e a AARP (associação dos aposentados). Outras associações, mesmo se apresentadas como “de massa”, não a representam, mas se se anulam umas às outras (“pró-vida” e “pró-escolha”, em relação ao aborto) ou são contrárias à maioria, como a associação dos proprietários de armas. No caso das associações empresariais, mais numerosas e influentes, a correlação com a vontade do cidadão médio é negativa (-10%).
Os testes rejeitam, portanto, tanto a tese da “democracia majoritária”, pois o cidadão mediano não tem influência independente, quanto aquela do “pluralismo majoritário”, pois o conjunto das organizações não representa a maioria. Mantêm-se plausíveis as outras duas teses ou uma combinação de ambas, o que caracteriza os EUA como uma oligarquia de fato.
Por que os interesses do cidadão médio parecem ser atendidos na maioria dos casos? Entram em jogo as três faces da política. A primeira é a capacidade dos atores de influenciar os resultados das disputas. A segunda é a de determinar a pauta do debate. A terceira é a capacidade de moldar as preferências do público. É notório que lobbies dedicam grande parte do seu esforço a esse último aspecto, mas a estatística não basta para demonstrar isso.
É difícil reproduzir essa análise em outros países. No Brasil, por exemplo, são raras as pesquisas de opinião sérias sobre questões de política pública e poucos os lobbies explícitos e visíveis. Mas a própria falta de transparência é sinal de que a democracia não está em melhor forma. Também é notório que as decisões da União Europeia têm pouca ou nenhuma correlação com as preferências das maiorias. Mesmo quando as liberdades e garantias proporcionadas por regimes ditos democráticos não são de se desprezar, a democracia propriamente dita continua a ser uma ficção jurídica. Na melhor das hipóteses, uma meta.
*Publicado originalmente na edição 879 de Carta Capital, com o título "Quem manda?"