Mentes que visitam

sexta-feira, 6 de abril de 2012

FACEBOOK - SEU "LIKE" PODE VIRAR DINHEIRO PARA BANDIDOS


Seu ‘like’ no Facebook pode virar dinheiro para criminosos. Site registrado
 em nome de usuário em Goiânia vendia até 100 mil likes por R$ 3.990. 
 Por Murilo Roncolato e Nayara Fraga, 
RADAR TECNOLÓGICO, O ESTADO DE SÃO PAULO.

Aplicativos como “Veja quem te visitou” ou “Mude a cor do seu perfil” não são 
apenas brincadeiras desagradáveis de algum hacker que quer se divertir. Eles
 servem também para um esquema fraudulento de venda de “curtidas” (ou “likes”)
 a empresas ansiosas por audiência no Facebook.

Uma investigação feita por Fábio Assolini, analista da Kaspersky Lab e integrante
do Grupo de Análise e Resposta a Incidentes de Segurança (Aris), revela que 
cibercriminosos brasileiros vendem pacotes de “curtidas” que variam de R$ 50, 
para mil “likes”, a R$ 3.990, para 100 mil “likes”.

“Uma maneira rápida e fácil, adquira cem mil curtidas em sua fan page no 
Facebook. Compre este plano, escolha a melhor forma de pagamento que 
desejar”, diz o site que comanda o negócio – encontrado sob os domínios
 hxxp://publicidadesonline.com e hxxp://publicidadesonline.net. Eles foram 
retirados do ar após Assolini comentar o comércio de “likes” em um blog.

De fato, a companhia que compra o serviço consegue movimentar o seu perfil na 
rede social. Mas o que ela pode não saber é que isso é feito às custas de usuários
infectados por aplicativos do tipo “Mude a cor do seu perfil” — gente que não 
necessariamente admira a marca “curtida” ou que até acaba ficando com raiva da
empresa por ver seu rosto exposto onde ela nunca pensou em estar.

O esquema, que promete também milhares de seguidores no Twitter, é totalmente
 brasileiro, segundo o analista da Kaspersky. Um dos sites estava registrado em
 nome de um usuário localizado em Goiânia.

Involuntariamente. Para tomar conta de um perfil no Facebook, os cibercriminosos 
geralmente criam aplicativos falsos com motes apelativos para atrair usuários e 
convencê-los a baixar o que, na verdade, é uma porta para um malware (software 
usado para fins criminosos).

A pessoa, sem saber, está instalando um plug-in no navegador (Firefox ou Chrome)
que roubará o seu nome de usuário e senha, não importa quantas vezes eles forem
 trocados.

A menos que o plug-in seja excluído, ele continuará lá como um espião — e com o
 poder de usar o seu perfil como bem entender. Caso o usuário suspeite ter 
instalado aplicativos maliciosos ou plug-ins estranhos, é aconselhável verificar as 
extensões no navegador, segundo Fábio Assolini.

O analista alerta que é provável que o plug-in esteja disfarçado de Adobe Flash 
Player, por exemplo, um dos mais populares na web e usado como isca em outros
ataques virtuais. Essa extensão força o usuário acessar o Facebook por um 
domínio não-seguro que começa com http:// em vez de https://, que representa o 
site seguro.

Quando isso ocorrer, é preciso excluir o plug-in malicioso do navegador. 

Veja como:

No Mozilla Firefox, vá em Ferramentas > Complementos > Extensões. 
No Chrome, vá em Ferramentas > Extensões. 
Procure pelos últimos plug-ins instalados.

Popular. Especialistas dizem que o Facebook, hoje com mais de 36,1 milhões 
de brasileiros, costuma ser eficiente na exclusão de aplicativos cuja intenção é 
espalhar vírus pela rede. Mas, apesar dos esforços, a empresa diz ser necessária
 a colaboração do usuário. “Em caso de dúvida, confirme antes com seu amigo 
se aquela mensagem ou post é segura”, disse a empresa em uma de suas 
campanhas.

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REPROVAÇÃO DO ENSINO MÉDIO

Danilo Gandin, Professor, escritor e conferencista - ZERO HORA 29/03/2012

Há situações que se repetem periodicamente. Muitas vezes não quer dizer que desapareçam em algum momento, mas sim que, por entrarem na mídia, nos pareça que existam e, por dela saírem, sintamos como se tivessem sumido.

Um exemplo é a reprovação no Ensino Médio de que tanto se fala agora, que sempre esteve conosco e que “ninguém sabia que existia”.

Lembro-me de que, quando fui, há mais de 30 anos, diretor adjunto do Departamento de Educação Média da Secretaria de Educação do Estado, aconteceu algo igual ao que hoje é tonitruante: a notícia de que o Ensino Médio reprovava muitos alunos, além do que seria razoável. O então secretário de Educação do Estado acabou com o problema em três dias: constituiu uma comissão para apresentar, em 90 dias, soluções para diminuir a repetência. Obviamente, ninguém mais falou no assunto porque “o problema estava sendo solucionado” e porque, depois de 90 dias, o relatório da comissão foi para a gaveta e todos esqueceram que a comissão existira.

A comissão, da qual eu fiz parte, embatucou na primeira semana de trabalho. Conseguimos imediatamente mais dados do que os que necessitávamos; entre eles, a matrícula e a reprovação em cada série, de cada escola do Estado. Primeiro tropeço: havia escolas que não reprovavam ninguém e outras que o faziam com 60% dos seus alunos. Nós não conseguimos decidir quais eram as melhores. Minha proposta de que julgássemos melhores as que reprovavam menos foi rejeitada, sem apelação, em cinco minutos. Mas a todos repugnou, também, a ideia de que aquelas que reprovam muito fossem boas escolas. Segundo tropeço (ou é o mesmo?): saber onde se está só tem sentido se se sabe para onde se quer ir. Nossa pobre comissão, embora composta de grandes educadores que, individual- mente, tinham clarezas e convicções, não conseguiu produzir um pensamento grupal que pudesse servir como referencial para o então ensino de segundo grau. Um dos grandes motivos para que não conseguíssemos isto foi, aliás, o fato de que sabíamos que não nos seria permitido fugir do senso comum social de que a reprovação é coisa boa.

Quero, então, mesmo que apoiado mais na idade do que na inteligência, fazer duas observações sobre a atual crítica às escolas que reprovam.

A primeira, embora eu tenha que enunciá-la com uma boa pitada de ironia, é que valeria a pena uma pesquisa para dirimir a seguinte dúvida: é motivo de orgulho ou de tristeza, para os gaúchos, terem as escolas de Ensino Médio que mais reprovam? Talvez esteja a população pensando que, se reprovamos mais, somos os que mais levam a sério a escola e os que têm os jovens mais preparados.

A segunda é, mais, uma advertência: de modo algum adianta debater as causas da reprovação em qualquer grau de ensino se não houver um compromisso de examinar questões conexas e, mais do que isto, a decisão de introduzir as mudanças que a realidade exige. A reprovação é o que aparece; suas causas são a pobreza curricular – algum saber formal sobre algumas pouquíssimas disciplinas –, o professor falando o tempo todo, o uso da nota para castigo, o vestibular como meta, o livro didático fastidioso, a própria disciplinaridade do ensino...

domingo, 1 de abril de 2012

CONDUTAS DOS POLÍTICOS SÃO EXPOSTAS EM REDES SOCIAIS


Redes sociais expõem conduta de políticos. Formais na tribuna, os políticos se soltam nas redes sociais. A liberdade, a informalidade e a facilidade de comunicação do Twitter revelam uma faceta pouco conhecida da população.PAULO GERMANO, zero hora 01/04/2012

Experimente procurar no Twitter o prefeito, o vereador ou o deputado em que você votou. É provável que ele esteja lá – e é provável que outra faceta dele surja estampada sob aquele passarinho azul.

Popular o suficiente para qualquer pessoa acessá-lo, mas ainda com baixa penetração se comparado ao rádio e à TV, o Twitter mantém uma particularidade: não exige terno e gravata nem discurso decorado. Essa espontaneidade, claro, pode servir para o bem ou para o mal.

– Cada vez mais os políticos aderem ao Twitter para atingir um novo público. Mas ainda acreditam que o impacto de suas declarações será pequeno. Por isso, muitas vezes se expressam de maneira que, em outras circunstâncias, evitariam – diz a professora Maria do Socorro Braga, especialista em comunicação política da Universidade de São Carlos.

Ela ressalta que as tuitadas ganham propagação maior quando outros meios de comunicação decidem repercuti-las. Dificilmente o deputado federal Romário (PSB-RJ), por exemplo, chamaria uma pessoa de imbecil e burra se estivesse em frente a câmeras de televisão – no microblog, ele fez. Por outro lado, o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi (PT), encontrou no Twitter um mediador poderoso para corrigir problemas da cidade.

– O cidadão me cobra sobre a lâmpada queimada, o problema de limpeza, a falta d’água. Eu tento resolver tudo – garante.

Ministro xingou assessor do RS

Um episódio recente envolveu um morador que, no microblog, procurou Vanazzi para reclamar do barulho na Avenida Feitoria. Depois que um técnico foi averiguar o caso, a prefeitura iniciou um estudo sobre a instalação de quebra-molas e tachões no local – porque a barulheira decorria de derrapagens de carros em uma curva fechada.

Mas o próprio prefeito também derrapa: a exposição no Twitter mostra um Vanazzi pouco íntimo da língua portuguesa. Erros de ortografia como “enteresses” e “inesplicavel” são escorregões frequentes.

– No começo, me xingaram muito, diziam “seu analfabeto, volta para a escola”. Reconheço que erro bastante, mas vou tentando melhorar – afirma ele.

Em resumo, o microblog até pode beneficiar o político – mas também pode expor seu calcanhar de aquiles. Pesquisadora do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Vera Chaia ressalta que os assessores se fazem cada vez mais necessários:

– Afinal, o Twitter dá uma nova visibilidade ao homem público. E a visibilidade é uma faca de dois gumes: ou você aparece bem ou você expõe todas as suas fraquezas.

E mesmo os assessores às vezes se atrapalham. Em maio do ano passado, um auxiliar do governador Tarso Genro, ao comentar no Twitter uma notícia de jornal, criticou um suposto cerco do Ministério das Comunicações às rádios comunitárias. Ele nunca imaginou que o ministro Paulo Bernardo, filiado ao mesmo PT de Tarso, lesse suas tuitadas. Levou uma carraspana.

“O senhor faria muito bem se evitasse disseminar informações furadas. (...) Tenha respeito!”, esbravejou Paulo Bernardo em um de seus quatro posts furiosos. O assessor se desculpou.

– No Twitter, nada é segredo. Tudo fica gravado na pedra durante anos. Nem sempre as pessoas têm esta noção – conclui Alessandro Barbosa Lima, sócio-diretor da E.life, empresa especializada em pesquisas em redes sociais.


Ministros têm celulares recolhidos

Ninguém entra em uma audiência com Dilma Rousseff portando celular – a presidente ainda lembra dos tempos de Lula, quando ministros ficavam tuitando em meio a reuniões.

E Dilma acha isso irritante. Portanto, os celulares ficam depositados em escaninhos na porta do gabinete, com um segurança. Os ministros de Dilma têm uma orientação mais rígida: Twitter é para fins profissionais, nada de ficar mandando beijo para filho, comentando jogo de futebol ou simulando gargalhadas.

– Eles são orientados a ser discretos. Esta é a recomendação – diz um assessor do Planalto.

O Gabinete de Segurança Institucional, ligado à Presidência da República, chegou a lançar alertas para servidores do alto escalão que se empolgavam no Twitter. No caso de Dilma, sua opção foi largar o Twitter depois que se elegeu presidente. Um auxiliar é que atualizava sua conta durante a campanha – sempre escrevendo em primeira pessoa, como se fosse a própria Dilma –, mas após a eleição essa assessoria acabou.

– A presidente nem simpatiza muito com essas coisas. Acha que o cargo deve primar pela formalidade, pelas declarações oficiais – afirma um petista com trânsito no Palácio.

Pouco íntima das redes sociais, Dilma aprendeu a usar o Twitter com o então ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, quando era chefe da Casa Civil.

Na época, Padilha – um dos mais jovens ministros de Lula – era alvo da chacota de colegas porque sempre tuitava em reuniões ministeriais. Hoje ministro da Saúde, Padilha só tuíta bem longe de Dilma.


Manual de etiqueta nas redes
Regra básica: antes de escrever qualquer coisa, pare e pense: você se importaria se o post fosse divulgado no jornal, no rádio ou na TV?

Periodicidade: evite usar o Twitter apenas durante a campanha eleitoral e abandoná-lo em seguida. Parece que você mentiu que é usuário.

Vida pessoal: é uma seara delicada. Em alguns casos, pode humanizar o político. Em outros, pode ridicularizá-lo. Fotos com a família são aceitas, mas nunca se exponha bêbado, por exemplo.

Piadas: melhor passar longe. Boa parte das piadas envolvem minorias, e será fácil tachá-lo de preconceituoso.

Palavrões: você é uma figura pública. Diria um palavrão na TV?

Erros de português: se você for o Tiririca (PR-SP) e quiser se expor de forma engraçada, talvez até funcione. Mas não se esqueça que o Tiririca teve uma orientação de marketing por trás.

Agressividade: uma manifestação ríspida pode ser bem aceita se envolver um problema grave de parte da população. Mesmo assim, faça uma avaliação prévia.

Fonte: Fontes: Alessandro Barbosa Lima, da empresa E.life; Maria do Socorro Braga, da Universidade de São Carlos; e Vera Chaia, da PUC-SP

Dez coisas que levei anos para aprender...

(atribuída a Luis Fernando Veríssimo)

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa. 
(Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha).

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas. 
(Está cheio de gente querendo te converter!).

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
 (Na maioria das vezes quem está te olhando também não sabe! Tá valendo!).

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca. 
(Deus deu 24 horas em cada dia para cada um cuidar da sua vida e tem gente que insiste em fazer hora-extra!).

5. Não confunda sua carreira com sua vida.
(Aprenda a fazer escolhas!).

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite. 
(Quem escreveu deve ter conhecimento de causa!).

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria 'reuniões'.
(Onde ninguém se entende... Com exceção das reuniões que acontecem nos botecos...)

8. Há uma linha muito tênue entre 'hobby' e 'doença mental'. (Ouvir música é hobby... No volume máximo às sete da manhã pode ser doença mental!).

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. 
(Que bom!)

10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic. 
(É Verdade!).

'Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra.' 

William Shakespeare

UM PAÍS DE NÃO LEITORES


EDITORIAL INTERATIVO ZERO HORA 01/04/2012

Quando classificou o Brasil de país de não leitores, o articulista do Le Monde Diplomatique Lucas Murtinho sequer conhecia o resultado da terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pela Fundação Pró-Livro e pelo Ibope Inteligência e divulgada na última quarta-feira. O novo estudo, feito com 5 mil pessoas em 315 municípios do país, confirma os piores vaticínios: de 2007 para cá, o índice de leitura caiu de 4,7 livros por pessoa para quatro títulos. O número de leitores caiu de 95,6 milhões há cinco anos para 88,2 milhões no ano passado – uma queda de 9,1% no universo de leitores ao mesmo tempo em que a população cresceu 2,9% no mesmo período.

Se o analfabetismo diminuiu, o acesso à escola se tornou universal e o governo investe cada vez mais na compra e na distribuição de livros para escolas e bibliotecas, por que estamos lendo tão pouco? Talvez não exista uma resposta simples para esta questão, mas a comparação com outros países, inclusive sul-americanos, evidencia o desapreço cultural dos brasileiros pela leitura, especialmente nos formatos tradicionais. Ainda que as novas tecnologias venham despertando o interesse dos jovens pelas letras e pela comunicação escrita, não está comprovado se nessa leitura superficial e interativa o leitor assimila conteúdos suficientes para utilizar na transformação de sua vida.

E não há dúvida de que a leitura transforma. O ato de ler é um processo de entendimento do mundo por meio da palavra, que é o instrumento de interação entre os homens. Portanto, a leitura no papel também é interativa. A leitura do mundo, como disse o educador Paulo Freire, precede a leitura das palavras, mas é a conjugação de letras que dá significado às coisas que nos cercam. Por isso, é decisiva a leitura crítica, que percebe a relação entre texto e contexto. Um leitor crítico é mais do que um decifrador de signos – é alguém capaz de captar sentidos e utilizá-los em seu próprio benefício e da sociedade.

O interesse pela leitura deveria começar em casa, mas parcela expressiva de brasileiros só tem acesso a livros na escola. E as escolas do país, principalmente nas redes públicas, ainda deixam muito a desejar no que se refere ao estímulo à leitura. Muitas, ao transformar em obrigação o que deveria ser prazer, afastam ainda mais os jovens dos livros. Não é de admirar que as bibliotecas públicas do país tenham pouca frequência, pois também elas – ao contrário do que acontece nos Estados Unidos e na Europa – raramente desenvolvem programações culturais para atrair o público.

Não nos faltam livros, nem oportunidade para lê-los. Falta-nos o interesse pela leitura. Falta-nos a visão de que ler é importante, falta-nos a convicção de que ler realmente transforma as pessoas em seres humanos melhores e mais capacitados para entender o mundo. 


A questão proposta aos leitores foi a seguinte: Editorial diz que a leitura é essencial para formar cidadãos críticos e produtivos. Você concorda?


O leitor concorda

Concordo que a leitura é essencial para a formação de cidadãos críticos e produtivos, pois é através da leitura que podemos ficar informados e defender nossas posições, tendo mais argumentos e aumentando nosso vocabulário. Sirce Garcia Santana do Livramento (RS)

Com a leitura, viajamos pelos pensamentos, ideias e imaginação. Construímos esperanças e sonhos. A leitura nos conduz ao conhecimento e nos induz ao aprendizado. Eloisa Menezes Pereira Porto Alegre (RS)

Todos somos diferentes desde a geração. Portanto, não é de se estranhar as diferenças das opiniões em relação ao tema. A leitura de um bom livro fortalece a nossa consciência crítica. Enriquece o vocabulário e facilita a escrita. Portanto, quem lê bem costuma escrever bem. Hoje as facilidades para leitura são maiores que outrora. Encontramos bibliotecas públicas em municípios que antes não ofereciam esse serviço à comunidade. O que observo é a pequena frequência de usuários das bibliotecas. As pessoas preferem as “lan houses” as bibliotecas por ocasião da realização dos trabalhos. Talvez incentivados pela facilidade das teclas“copiar” e “colar”. Manuel Souza Neto Souza, Fortaleza (CE)

Concordamos em gênero, número e grau. Paulo Roberto Rossal Guimarães – Porto Alegre (RS)


O leitor não concorda

Não concordo. Temos inúmeros exemplos de cidadãos letrados que, essencialmente, leram e leem muitos livros, mas que não produzem nada que possa ser aproveitado. Casos como de políticos de alto escalão que só pensam em seu próprio umbigo, de médicos que fingem trabalhar no poder público, mas que atendem bem tranquilos em seus consultórios particulares ganhando também seu salário de servidor, ou representantes de empresas que superfaturam serviços para a União, e repartem a fatia com servidores corruptos. Leitura por si só não cria cidadão crítico, nem produtivo: vai muito também da índole e do ensinamento familiar ao indivíduo, que, daí sim, pode usar a leitura para a crítica e a produção que o valha. Juliano Pereira dos Anjos, Esteio (RS)

Discordo em parte. As pessoas têm noção da importância da leitura, admiram escritores e livros, mas falta-lhes algo fundamental para que gostem da leitura: fluência linguística. Muitos jovens saem da escola com enormes dificuldades de leitura, escrita, interpretação. Exigir deles a leitura de um romance é como me obrigar a correr uma maratona. Temos de valorizar o ensino de nossa língua em particular e a educação em geral, até porque aposto que a diferença do índice de leitura do Brasil e da França seja proporcional ao investimento em educação dos dois países. Marcelo Spalding – Porto Alegre (RS).